
O que fazemos?
Bem-vindos à Ilha das Crianças!
Imagine um lugar onde crianças, adolescentes e pessoas jovens recebem o incentivo para se desenvolverem e descobrirem seus talentos.
Essa é a Ilha das Crianças — um espaço de aprendizagens, afeto e convivência, onde crianças, adolescentes e pessoas jovens vivenciam acolhimento, respeito e felicidade, valorizando a cultura, o território e a ancestralidade.
Nossa missão é promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e pessoas jovens em territórios vulnerabilizados, fortalecendo a autonomia, o pensamento crítico e os vínculos com a comunidade. Ao ampliar oportunidades, reduzimos desigualdades e impulsionamos justiça social.
Oferecemos, no contraturno escolar, atividades e oficinas que estimulam diferentes dimensões do desenvolvimento.
Além disso, acreditamos no poder transformador da natureza na educação. Nossa horta agroflorestal é um laboratório vivo, onde cultivamos alimentos, saberes e o respeito pela terra e seus ciclos. Servimos refeições saudáveis, priorizando itens frescos — muitos colhidos na própria horta.
Inspiram nosso trabalho as pedagogias libertadoras e humanistas, como as de Paulo Freire, Rudolf Steiner e Maria Montessori, que valorizam o protagonismo de crianças, adolescentes e pessoas jovens, o aprendizado significativo e o cuidado com o outro e com o mundo.


DESAFIOS



Vera Cruz faz parte do território de identidade de Itaparica, onde o trabalho infantil é uma preocupação constante. Dados indicam que o trabalho infantil é um problema comum em feiras livres da Bahia e o cultivo e tratamento de sisal e mandioca também expõe crianças a situações de risco. A realidade de privação da infância e os riscos à saúde e segurança são grandes, evidenciando a necessidade de ações contínuas de fiscalização e proteção.
A criminalidade é um desafio crescente em Vera Cruz, com relatos de aumento da violência, assaltos e sequestros. A localização da ilha de Itaparica e o acesso por vias marítimas e rodoviárias são apontados como facilitadores para a migração de grupos criminosos da capital, Salvador, para o município. A falta de policiamento adequado é citada como um fator que agrava a situação, impactando a segurança de moradores e o turismo local.
Embora não haja dados recentes específicos sobre a fome em Vera Cruz, a cidade se insere no contexto de vulnerabilidade social da Bahia. O município participa de programas como o "Bahia Sem Fome" e há iniciativas locais de segurança alimentar, como a ostreicultura solidária. A presença de um alto índice de Gini (0,57) aponta para uma forte desigualdade de renda, o que sugere que a fome e a insegurança alimentar são realidades para uma parcela significativa da população.
TRABALHO INFANTIL
CRIMINALIDADE
FOME


Educação e Cultura
Educação Ambiental
Qualidade de Vida
Educação e Cultura
Expandindo Horizontes e Celebrando a Identidade
Este eixo busca fornecer as ferramentas essenciais para o desenvolvimento intelectual, a autonomia no aprendizado e a valorização da rica diversidade cultural, preparando os participantes para um futuro promissor e engajado.
Eixos de Atuação e Oficinas da Ilha das Crianças
Promovendo o Desenvolvimento Integral
Educação Ambiental
Despertando a Consciência e o Respeito pela Natureza
Este eixo visa promover a conscientização ambiental e a compreensão da importância da preservação do meio ambiente para a qualidade de vida das futuras gerações.
Qualidade de Vida
Cultivando Saúde, Bem-Estar e Interação Social
Este eixo foca no desenvolvimento físico, mental e social, proporcionando oportunidades para a adoção de hábitos saudáveis, o aprendizado de valores importantes e a integração através de atividades esportivas e culturais.
A Ilha das Crianças estrutura suas ações em eixos de atuação interconectados, visando o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Cada eixo oferece um conjunto de oficinas e atividades que se complementam, proporcionando um aprendizado abrangente e significativo.

A Associação Ilha das Crianças, com seu compromisso de 15 anos com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, anuncia a formalização de sua Teoria da Mudança. Este documento estratégico detalha o caminho que a organização trilha para promover o desenvolvimento integral e a inclusão social de forma planejada e mensurável.
A Teoria da Mudança da Ilha das Crianças parte do reconhecimento da realidade de violência, desigualdade e falta de oportunidades que muitos jovens enfrentam. Em resposta, a associação atua através de quatro pilares essenciais: Cultura, Educação, Meio Ambiente e Qualidade de Vida.
"Nossa Teoria da Mudança é o mapa que guia cada passo, garantindo que nossas ações sejam intencionais e eficazes", afirma Toni Cerqueira - Diretor Executivo da ONG. "Ela mostra como nossas atividades diárias se traduzem em resultados concretos, desde o aumento da frequência escolar no curto prazo, passando pela redução da evasão e da violência no médio, até a formação de jovens preparados para a vida adulta e comunidades mais justas e equitativas no longo prazo."
A metodologia da Ilha das Crianças baseia-se na hipótese de que a educação e a cultura de qualidade, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, e a participação em projetos socioambientais são os motores da transformação. Com um rigoroso sistema de monitoramento e avaliação, que combina dados quantitativos e qualitativos, a instituição garante a medição do impacto e a constante otimização de seus programas.
TEORIA DA MUDANÇA

Amoreiras, Itaparica: O Contexto Social de um Território que Clama por Oportunidades
Localizada na deslumbrante Ilha de Itaparica, a comunidade de Amoreiras é um território de rica cultura, beleza natural e um povo resiliente. No entanto, por trás da paisagem paradisíaca, reside uma realidade complexa, marcada por profundas mazelas sociais que afetam diretamente o desenvolvimento e o futuro de seus moradores, especialmente crianças e adolescentes.
Em Amoreiras, a vulnerabilidade social é uma realidade cotidiana para muitas famílias. A ausência de políticas públicas contínuas e o acesso limitado a serviços básicos resultam em um cenário onde as necessidades mais fundamentais, como saneamento básico adequado, infraestrutura urbana e segurança, ainda são desafios persistentes.
A baixa escolaridade é uma das chaves para entender a perpetuação desse ciclo. A falta de acesso a uma educação de qualidade desde a primeira infância, a alta taxa de evasão escolar no ensino fundamental e médio, e a escassez de oportunidades de formação técnica ou superior impactam diretamente a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Muitos jovens e adultos da comunidade possuem formação educacional aquém do necessário para competir em um mercado cada vez mais exigente, limitando suas perspectivas de ascensão social e econômica.
Consequentemente, a falta de oportunidades se torna uma barreira visível. Com poucas opções de emprego formal e a escassez de iniciativas que estimulem o empreendedorismo local, os moradores de Amoreiras frequentemente se vêem em um ciclo de informalidade e baixa remuneração. Para crianças e adolescentes, essa realidade se traduz em um horizonte com poucas expectativas de futuro, aumentando a exposição a riscos sociais, como a violência e o aliciamento.
Outras mazelas sociais incluem:
-
A precarização do acesso à saúde de qualidade;
-
Desafios relacionados à segurança pública;
-
E a limitada oferta de espaços de lazer e cultura para o pleno desenvolvimento da juventude fora do ambiente escolar ou familiar.

